quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Fraldas e livros: a importância da leitura para a primeira infância

Achei muito interessante essa reportagem sobre como estimular a leitura em crianças de até 3 anos 

Retirado da Revista Nova Escola Edição Especial de Julho de 2008

Julia Priolli

 

Acredite: não é perda de tempo ler para quem ainda nem aprendeu a falar.

Pequenos se divertem com livros-brinquedos na UME Doutor Luiz Lopes, em Santos, SP: projeto de leitura no berçário causou espanto no início, mas acabou sendo premiado. Foto: Kriz Knack

Quando a escritora de livros infantis Tatiana Belinky perguntou ao pediatra, nos idos de 1940, em que momento deveria começar a educar seu filho, então com 3 meses de vida, ouviu como resposta: "Você já está atrasada". Parece mera frase de efeito. O fato, porém, é que o doutor estava coberto de razão. Não há idade para dar início à educação de uma criança - e isso vale também para o incentivo à leitura.
Bebês podem até não entender todo o enredo de uma história, mas a leitura em voz alta os coloca em contato com outras dimensões das linguagens oral e escrita, que serão importantes em seu desenvolvimento. "Eles percebem que a fala do dia a dia é diferente daquela usada numa leitura, que tem cadência, ritmo e emoção. Entendem, por exemplo, que há um começo, um clímax e um desfecho", explica Fraulein Vidigal de Paula, doutora em Psicologia Escolar.
Especialistas acreditam que, para alguém se interessar por livros na vida adulta, é fundamental que a palavra escrita esteja ao seu alcance desde cedo. Ou seja: estimular a leitura dentro do berçário, com bebês que ainda nem aprenderam a falar, pode ser o caminho mais curto para a formação de um futuro leitor. "Manuseando um livro, eles são capazes de identificar a existência da grafia e passam a estabelecer uma relação direta com a linguagem escrita", afirma Fraulein. Pouco importa se a criança ainda não aprendeu a ler ou se o exemplar em questão é feito de papel, plástico ou tecido.

Leitura em família

São muitos os benefícios que o contato com livros, ainda na primeira infância, é capaz de proporcionar. Várias funções psicológicas podem ser desenvolvidas, entre elas a memória e a capacidade de estruturar as informações. A leitura em voz alta para uma criança de até 3 anos ajuda a despertar sua sensibilidade para diferentes formas da fala e ainda tem o efeito positivo sobre a chamada atenção seletiva - a capacidade de se desligar de outras fontes de estímulo, mantendo-se concentrada numa só atividade por períodos mais longos. Ler histórias também ajuda no desenvolvimento da noção de tempo. O bom e velho "era uma vez" carrega em si a ideia de algo que acontecia e já não acontece, apresentando à criança a existência do antes, do agora e do depois.


Biblioteca-Mirim

No primeiro ano de vida, o bebê aprende a chorar, comer, engatinhar... até andar. A velocidade da transformação é tamanha que, a cada semana, sua capacidade de compreender uma história muda completamente. É por isso que obras clássicas da literatura universal funcionam tão bem: por serem clássicas, são atemporais e emocionam sempre. Podem ser recontadas inúmeras vezes, e é assim que os pequenos preferem. Eles gostam de se antecipar à página seguinte e contar o que vai acontecer naquela história. Por isso, ilustrações são especialmente importantes nos livros destinados à primeira infância. Nessa faixa etária, o texto é menos importante, pois as letras ainda não fazem sentido para a criança. 
 
 

Escritores contam como se tornaram leitores

 

 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Estante

Bisa Bia, Bisa Bel

Autor: MACHADO, ANA MARIA
Ilustrador: NEWLANDS, MARIANA
Editora: SALAMANDRA
Assunto: INFANTO-JUVENIS - LITERATURA INFANTIL
Faixa etária: de 8 a 9 anos


Sinopse: O livro nos faz pensar sobre a historia de nossos antepassados, nossa historia e a historia que queremos para os nossos filhos e netos. Ilustração e projetos gráfico estão em sintonia, e remetem ao próprio clima da narrativa.
     O desfecho é emocionante e surpreendente, e a protagonista descobre por si mesma que as três- Isabel, Bisa Bia e Neta Beta, juntas são invencíveis.
 





Homem Que Amava Caixas,  

Faixa etária: de 6 a 8 anos


Sinopse:  Este livro fala de maneira simples e bonita sobre o relacionamento entre pai e filho. Com ilustrações alegres e muita sensibilidade, 'O Homem que Amava Caixas' conta a história de um homem que era apaixonado por caixas e por seu filho. O único problema é que, como muitos pais, ele não sabia como dizer ao filho que o amava.
  

Da Pequena Toupeira Que Queria Saber Quem Tinha Feito Coco Na Cabeça Dela 
Ilustrador: ERLBRUCH, WOLF
Tradutor: JAHN, HELOISA
Tradutor: HEIDEMANN, DIETER
Editora: CIA DAS LETRINHAS
Assunto: INFANTO-JUVENIS - LITERATURA INFANTIL
Faixa etária: a partir de 5 anos

Sinopse: O título deste livro simpaticíssimo não deixa a menor dúvida quanto ao tema tratado. O problema se apresenta certa manhã, quando a toupeirinha ia saindo de sua toca - quem teria feito cocô sobre sua cabeça? Para esclarecer o enigma, ela interroga todos os animais que encontra no campo.


Menina Bonita Do Laço De Fita

Faixa etária: a partir de 6 anos
Sinopse: O coelhinho branco quer ter uma filha da cor daquela menina do laço de fita. Mas ele não sabe como a menina herdou aquela cor. 

 
Como Mamãe e Papai Se Apaixonaram
 Ilustrador: GROSSMANN-HENSEL, KATHARINA
  Adaptador: RIOS, SAMIA
  Editora: SCIPIONE
  Assunto: INFANTO-JUVENIS - LITERATURA INFANTIL

  Faixa etária: de 6 a 8 anos 


 Sinopse: Uma garotinha conta a história de como seus pais se apaixonaram. Seu pai era um homem muito certinho e organizado, seu mundo era cinza, ele gostava do inverno. A mãe era meio confusa, adorava as cores e o verão. Um dia, os dois deram um encontrão na rua e então começaram a se sentir diferente. Descobriram que estavam apaixonados. A partir daí, o mundo do pai passou a ter mais cores, e a mãe se tornou mais organizada. Uma história inteligente e graciosa sobre o amor e o casamento




Marcelo, Marmelo, Martelo E Outras Historias

Autor: ROCHA, RUTH
Ilustrador: CORNAVACA, ADALBERTO
Editora: SALAMANDRA
Assunto: INFANTO-JUVENIS - LITERATURA INFANTIL
Faixa etária: de 5 a 6 anos 
Sinopse: Este livro é uma das obras-primas da literatura infanto-juvenil. A autora inova a maneira tradicional de contar histórias, mostrando situações reais do cotidiano. Os personagens dos três contos que compõem este livro são crianças que vivem no espaço urbano. Elas resolvem seus impasses com muita esperteza e vivacidade; Marcelo cria palavras novas, Teresinha e Gabriela descobrem a identidade na diferença e Carlos Alberto compreende a importância da amizade. 



O Caso Do Bolinho, 
Faixa etária: de 6 a 7 anos 
Sinopse: Um conto tradicional reescrito com a experiência de quem entende de criança. Baseando-se na repetição das ações, o enredo tem um humor natural, perfeitamente adequado às crianças pequenas. 

A Bolsa Amarela,
Faixa etária: a aprtir de 6 anos
Sinopse: A Bolsa Amarela já se tornou um 'clássico' da literatura infantojuvenil. É o romance de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela)- a vontade de crescer, a de ser garoto e a de se tornar escritora. A partir dessa revelação- po si mesma uma contestação à estrutura familiar tradicional em cujo meio 'criança não tem vontade'- essa menina sensível e imaginativa nos conta o seu dia-a-dia, juntando o mundo real da família ao mundo criado por sua imaginação fértil e povoado de amigos secretos e fantasias.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Era uma vez...

Uma menina que depois de adulta ficou fascinada pela Literatura Infantil e pensou em montar um espaço com várias sugestões super legais !!!!!!!!!!!



Como ler?

 Formas de trabalhar a leitura com a criança:
  • Uma é através do contato pessoal da criança com o livro, manuseio, visualização de imagens, folhear as páginas.
  • Outra é a roda de leitura, geralmente feita nas escolas onde o professor lê para toda a turma, de forma pré selecionada, em que o aluno também pode trazer histórias para contar.
  • Ouvir histórias ou ler sozinho, o melhor é estimular a troca de livros sobre o que se lê.

O que ler?

 Histórias de ficção (como conto de fadas) são sempre as preferidas da garotoda, mas é importante oferecer a elas obras diversas, para que tenham um repertório amplo e assim adquiram um gosto próprio e passem a selecionar e escolher suas próximas leituras.
Ficar atento ao conteúdo, evitando obras de cunho moralistas e politicamente incorretas, incluindo obras clássicas e contemporâneas


Onde Ler?

O ideal que seja uma rotina diária, na sala de aula por exemplo; além de reservar pelo menos de 15 a 20 minutos para apresentar livros, estimular que os alunos levem para casa exemplares para ler, contando com a participação dos pais, já em casa os pais devem trazer para o universo da criança leituras que fizeram quando era criança e compartilhar, ler o que o filho está lendo de forma com que possam trocar histórias.